Sete edições de sucesso. A próxima pode começar consigo!
Os dados têm respostas. Aprenda a fazer as perguntas certas.
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) integra o projeto europeu CO-ACT (Co-Designing Adaptive Care Transformations for Ageing Communities), uma iniciativa de 30 meses focada em transformar e otimizar os cuidados de saúde dirigidos à população sénior.
Frente aos desafios do envelhecimento populacional, das assimetrias no acesso aos serviços e da pressão sobre os sistemas de saúde, o projeto junta parceiros de Portugal, Finlândia, Irlanda e Países Baixos. O objetivo é criar respostas integradas, inclusivas e adaptadas às respetivas dinâmicas locais.
O trabalho de campo decorrerá em quatro Living Labs – ambientes comunitários reais onde idosos, profissionais de saúde, organizações e decisores políticos vão co-desenhar e testar soluções ajustadas a cada contexto. Em Portugal, a ENSP NOVA assumirá a liderança e coordenação do Living Lab nacional, dinamizando o trabalho direto com a comunidade e os parceiros locais. O projeto atribui prioridade à equidade e à inclusão de grupos vulneráveis, avaliando a viabilidade e a capacidade de adaptação das propostas a outras regiões.
Na ENSP NOVA, a participação é assegurada pela equipa BE-Change, sob coordenação de Marta Moreira Marques, docente da Escola. Além da gestão do Living Lab português, a instituição lidera o grupo dedicado à Disseminação, Comunicação, Escalabilidade e Transferibilidade (Work Package 3), sendo responsável por estratégias de partilha de conhecimento, criação de materiais formativos, plataformas digitais e recomendações de políticas públicas.
A apresentação oficial do CO-ACT por parte da equipa BE-Change decorrerá no dia 23 de setembro às 9h30 na Sessão de Apresentação de Trabalhos Científicos, durante o CHRC 7th Summit, no Porto.
Nota de Financiamento: O projeto CO-ACT é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através da parceria Transforming Health and Care Systems (THCS), ao abrigo do Grant Agreement n.º 101095654 do programa Horizon Europe da União Europeia.
Marta Marques, Professora Auxiliar da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) e investigadora do Comprehensive Health Research Centre (CHRC), foi eleita “President-Elect” da European Health Psychology Society (EHPS) para o período 2026-2028. Sucederá um mandato de 2 anos como President (2028-2030) e 2 anos como Past-President.
A eleição representa um reconhecimento internacional do percurso científico e académico de Marta Marques na área da Psicologia da Saúde e Ciências Comportamentais, bem como a crescente visibilidade international da ENSP NOVA e do CHRC nestes domínios. Reflete também a sua dedicação e envolvimento ativo nas atividades da EHPS desde 2009.
A European Health Psychology Society é uma sociedade europeia que promove a investigação em Psicologia da Saúde, bem como a aplicação deste conhecimento à prática, à intervenção e à melhoria da saúde das populações. A EHPS organiza uma conferência anual, publica revistas científicas, dinamiza grupos de interesse e promove a colaboração entre investigadores, profissionais e organizações internacionais.
“Esta eleição é uma honra e uma responsabilidade. A Psicologia da Saúde tem hoje um papel essencial na resposta aos grandes desafios da Saúde Pública: compreender comportamentos, desenhar intervenções mais eficazes e aproximar a ciência das necessidades reais das pessoas, comunidades e sistemas de saúde”, afirma Marta Marques. “Esta eleição é também uma oportunidade para reforçar a colaboração internacional e a presença da ENSP NOVA nas redes europeias. A EHPS é a minha casa científica”, acrescenta.
Na ENSP NOVA, Marta Marques é Diretora do BE-Change Knowledge Centre e Co-Diretora do Implementation Science Knowledge Centre, estruturas dedicadas a aproximar a investigação em comportamentos e saúde com a prática e a implementação de intervenções, respondendo às necessidades concretas de populações, serviços e políticas públicas.
A ENSP NOVA está confiante de que esta liderança, bem como de toda a comissão executiva, consolidará a EHPS como principal referência europeia em Psicologia da Saúde.
Com um novelo de lã a passar de mão em mão, os primeiros estudantes da nova Licenciatura em Global Public Health começaram a descobrir o que os ligava uns aos outros: interesses, percursos, curiosidades e inquietações sobre o mundo. Foi assim, entre apresentações, perguntas e atividades de integração, que a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) recebeu, no Campus da Reitoria da NOVA, em Campolide, a primeira turma da sua nova licenciatura – um momento simbólico na história da Escola e no futuro da formação em Saúde Pública em Portugal.
A sessão juntou estudantes, docentes e responsáveis da Escola num ambiente de acolhimento, descoberta e partilha. A diretora da ENSP NOVA, Sónia Dias, deu as boas-vindas aos novos alunos, sublinhando a importância de uma formação que prepara profissionais para pensar e atuar sobre os grandes desafios da Saúde Pública contemporânea.
Numa intervenção próxima e inspiradora, Sónia Dias destacou que a Saúde Pública é hoje cada vez mais global, contando com grandes desafios como as alterações climáticas, as migrações, a transformação dos sistemas de saúde, a inovação, a desinformação e a necessidade de respostas mais humanas, éticas e orientadas para a vida das pessoas.
“A Saúde Pública tem a capacidade de salvar vidas, muitas vidas ao mesmo tempo, e de contribuir para mais qualidade de vida, bem-estar e anos de vida com saúde”, sublinhou a diretora, reforçando a dimensão humana e transformadora desta área de conhecimento.
O acolhimento contou também com a participação de Alexandre Abrantes, professor jubilado da ENSP NOVA, que partilhou com os estudantes o seu percurso na Saúde Pública e deixou uma mensagem sobre a importância de estarem atentos às oportunidades. Num registo informal e próximo, recordou que os percursos académicos e profissionais raramente são lineares e que cada escolha pode abrir novos caminhos.
Durante a sessão, os novos estudantes tiveram ainda oportunidade de conhecer alguns dos docentes que os irão acompanhar neste percurso, incluindo Rui Santana, Paulo Sousa e Inês Fronteira, num primeiro contacto com a comunidade académica da ENSP NOVA.
O dia ficou também marcado por atividades de integração pensadas para aproximar os estudantes entre si e introduzir, de forma participativa, alguns temas centrais da Saúde Pública Global. Através de um bingo temático, cruzaram características pessoais com referências da Saúde Pública, como a Declaração de Alma-Ata ou doenças transmitidas por mosquitos.
Entre apresentações, perguntas e conversas informais, vários estudantes partilharam também as motivações que os levaram a escolher esta licenciatura, desde o interesse pelas ciências e pela saúde até à vontade de compreender melhor os fatores que influenciam a vida das populações. Para alguns, o contacto com o curso em iniciativas de divulgação, como a Futurália, foi decisivo para confirmar a escolha, com também muitos estudantes com ligações prévias às artes, dança ou música.
A nova Licenciatura em Global Public Health representa uma aposta estratégica da ENSP NOVA na formação de novas gerações de profissionais capazes de compreender a saúde para além da doença e do indivíduo, olhando para os determinantes sociais, ambientais, políticos, económicos e culturais que influenciam a saúde das populações.
Ao longo do curso, os estudantes serão desafiados a desenvolver competências para analisar problemas complexos, interpretar evidência, compreender sistemas de saúde, comunicar com diferentes públicos e contribuir para respostas mais eficazes, equitativas e sustentáveis.
O arranque desta licenciatura confirma também o compromisso da ENSP NOVA com a inovação no ensino em Saúde Pública e com a aproximação desta área a públicos mais jovens, nacionais e internacionais, reforçando o papel da Escola como espaço de formação, investigação, reflexão crítica e intervenção na sociedade.